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Dra. Glaucia | News

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Aqui você encontra informações sobre Endocrinologia e Saúde de forma dinâmica e atual, com artigos, novidades, dicas e respostas para as dúvidas mais freqüentes sobre assuntos que fazem parte desta especialidade médica – como disfunções da tireóide, obesidade, transtornos alimentares.

Dra. Glaucia Duarte é médica endocrinologista, doutorada em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Sociedade Latino Americana de Tireóide .

Participante de vários estudos e publicações científicas importantes, nacionais e internacionais, Dra. Glaucia foi a principal idealizadora e desenvolvedora do projeto de pesquisa na área de desequilíbrios tireoidianos por excesso de iodo consumido pela população, que resultou, juntamente com trabalhos prévios, em mudança na legislação determinando a diminuição desta substância na formulação do sal iodado – e diminuindo os riscos de desenvolvimento de distúrbios da tireóide em toda a população brasileira.

Mais informações? Acesse: www.glauciaduarte.com.br

 Embora todas as informações tenham como base evidências e estudos  científicos não têm a intenção de substituir uma consulta médica, fazer diagnósticos ou indicar tratamentos.

 

 

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4 Comentários »

4 Respostas

  1. em novembro 13, 2008 às 7:42 pm andrea

    Gostaria de saber se posso tomar qualquer anticoncepcional, pois fiz uma cirurgia da tiróide há 3 anos e meu peso aumentou bastante. Não tomo nenhum hormônio gostaria de saber se é necessário. Obrigada.


    • em dezembro 9, 2008 às 11:40 pm draglauciaduarte

      Andrea,

      Infelizmente não posso, por e-mail, diagnosticar, nem opinar sobre nenhum caso. Cada indivíduo deve ser visto com cuidado e seu acompanhamento depende de uma anamnese (análise médica) detalhada, exames físicos e laboratoriais. Faz parte da ética dos profissionais da saúde, além de assegurar mais segurança e bem estar aos pacientes.
      Mas, posso lhe sugerir alguns dados encontrados na literatura médica:

      -Teoricamente a cirurgia de tireóide/hipotiroidismo não contra indica nenhum anticoncepcional. Consulte seu médico para seguimento.
      -O aumento de peso do hipotiroidismo é modesto, cerca de 4 quilos, e consequente , sobretudo, à retenção hídrica, ocorrendo se a paciente está com hormônios tiroidianos descompensados.
      -A necessidade da reposição específica de levotiroxina (hormônio tiroidiano) depende da extensão cirúrgica (se foi retirada toda a glândula ou não), pois há casos em que a parte restante da glândula consegue produzir a quantidade adequada de hormônio tiroidiano que o indivíduo precisa diariamente. Com exames laboraboratoriais e acompanhamento médico, facilmente sua situação fica esclarecida.

      Att.

      Dra. Glaucia Duarte


  2. em janeiro 26, 2009 às 4:18 am André

    Dra. Glaucia,
    Bom dia.

    Tenho dúvidas em relação a questão do iodo na alimentação.
    Como era obtido o iodo antes de ser adicionado pelo governo no sal de cozinha?
    Pesquisando descobri que o sal depois de extraído passa por um processo que separa vários componentes entre eles o próprio iodo fixado por algas.
    Não duvido que grandes empresas lucrem com a utilização destes elementos e depois com a própria adição do iodo.
    Quais alimentos supriam a necessidade diária de iodo na nossa alimentação?

    Obrigado pela atenção

    Atenciosamente

    André


    • em janeiro 26, 2009 às 12:38 pm draglauciaduarte

      André,

      Obrigada pela sua participação, espero lhe ajudar.

      O iodo, como sabe, é fundamental para o funcionamento da tireóide. A falta de iodo está ligada as doenças decorrentes da falta desta micronutriente, entre elas, vários graus de retardo de desenvolvimento neuro psico motor até cretinismo. Além disso, o hipotiroidismo.
      A iodação é obrigatória no Brasil desde 1953, nas áreas de bócio endêmico. Em 1956 para todo o território nacional e, em 1974 é fixado 10 mg/Kg o teor de iodo do sal de consumo humano, transfere o ônus da iodação para a iniciativa privada e determina que a sua fiscalização seja feita pelos estados, territórios e municípios.
      A partir daí:
      1975: estabelece padrões de qualidade e de identificação do sal de consumo humano.
      1977: regulamenta a qualidade e apresentação do sal de consumo animal.
      Somente em 1994 houve portaria que aumentou o teor de iodo no sal de consumo humano para 40-60 mg de iodo/Kg de sal.
      Desde 1995 cabe ao Ministério da Saúde estabelecer a correta proporção de iodo no sal consumido no Brasil e autoriza o fornecimento de iodato às indústrias beneficiadoras de sal.
      Uma Resolução de lei da Agência de Vigilância Sanitária, de 26 de maio de 2003, determinou que a quantidade de iodo contido no sal para consumo humano deveria estar entre 20 a 60 mg de iodo por kg de sal, após o resultado de trabalhos publicados pelo grupo da USP, mostrando excesso de iodo na urina de escolares [um destes trabalhos, culminou a tese de doutorado].

      Antes de 1953, muito provavelmente poucos sabiam e utilizavam o sal iodado, o iodo – provavelmente não na quantidade adequada para evitar as doenças pela sua falta – era obtido de alimentos contendo este micronutriente. No primeiro inquérito nacional (1955) para verificar a nutrição de iodo, obteve 20% da população estudada com bócio, no segundo (1974-76) 14% e, no último de 1996, cerca de 4%. A melhora é bem significativa.

      Não saberia lhe informar sobre o processo de separação de iodo após a fixação pelas algas, o que temos conhecimento é que, no sal para o consumo humano é colocado o iodo em sua concentração devida, geralmente aspergindo a mistura contendo iodo. Muito provavelmente, há algas que causariam alguma interferência no sabor, cor ou odor do sal.
      Não saberia lhe explicar como e qual é a lucratividade das empresas.

      As recomendações de ingestão diária da OMS, UNICEF e ICCIDD:
      50 ug para recém-nascidos (até 12 meses)
      90 ug para crianças de 13 meses a 6 anos
      120 ug para escolares (7-12 anos)
      150 ug para adultos (após 12 anos)
      250 ug para gestantes e lactantes

      Sendo assim, se consumíssemos cerca de 5 a 6 g de sal (o que provavelmente um adulto consome mais – cerca de 10g/dia) seria bem suficiente. Devemos nos lembrar que muitos alimentos tem iodo: peixes, laticínios, carnes [defumadas, embutidos], ovos, molho maionese, frutas enlatadas/ em calda/ secas e salgadas, vegetais [enlatados e conservas, aipo, agrião, couve de bruxelas, repolho ], pães e massas industrializados/cereais em caixas e grãos, doces com gema de ovo ou chocolate ou leite, café instantâneo ou solúvel, chás indistrializados, refrigerantes.

      A lista de alimentos contendo sal iodado é vasta. Para suprir somente sua dieta com alimentos que não levem sal iodado terá que fazer muitas substituições nestes alimentos citados.

      Atenciosamente,

      Dra Glaucia Duarte



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