As informações apresentadas baseiam-se em evidências e estudos científicos. Não têm a intenção de substituir uma consulta médica, fazer diagnósticos ou indicar tratamentos. Orientações médicas referentes aos diagnósticos e/ou tratamentos devem sempre ser realizadas por um profissional da saúde da especialidade adequada durante o seu atendimento.
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Há alguns dias, foi postada aqui nesta página do blog, pelo leitor Maurélio, uma mensagem muito interessante. Perguntava a respeito da influência do funcionamento da tiróide na fertilidade da mulher. Ele também questionava se meus atendimentos são realizados aqui na cidade de São Paulo.
Pedimos desculpas, principalmente ao Maurélio, pelo “desaparecimento” do comentário, que – em uma pane no momento de digitar a resposta – foi acidentalmente deletado.
Segue então, abaixo, a resposta.
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Olá, Maurélio, agradeço a sua participação. Infelizmente não posso, por e-mail, diagnosticar, nem opinar sobre nenhum caso. Cada indivíduo deve ser visto com cuidado e seu acompanhamento depende de uma anamnese (análise médica) detalhada, exames físicos e laboratoriais. Faz parte da ética dos profissionais da saúde, além de assegurar mais segurança e bem estar aos pacientes.
Posso, no entanto, sugerir algumas idéias:
- Tanto o hipotiroidismo quanto o hipertiroidismo atrapalham a fertilidade feminina. Isso ocorre porque os ciclos menstruais ficam irregulares, sem que se possa saber, clinicamente, se a mulher está ovulando adequadamente.
- No hipotiroidismo pode haver a elevação de hormônios do sistema reprodutivo (LH, FSH, Prolactina), o que contribui para o quadro de alteração da fertilidade. Além disso, mulheres com hipotiroidismo devem ter acompanhamento médico durante toda a gestação, verificando a função da glândula, para evitar os danos ao bebê pela falta de hormônio – já que são essenciais para o desenvolvimento adequado do sistema nervoso do feto e seu desenvolvimento geral.
- No hipertiroidismo há todas as alterações menstruais, além de risco aumentado na gestação, caso esteja descompensado, de parto prematuro, malformações fetais, abortamentos, entre outros.
- A hiperestimulação ovariana, feita durante tratamentos para engravidar, parece estar relacionada com a evidência ou piora de hipotiroidismo clínico, especialmente se a mulher for predisposta, ou seja, já apresentar os exames sugestivos ou mesmo as que estão em uso de reposição hormonal (porque são hipotiroideas). O controle deve ser constante e realizado de perto.
Espero que tenha lhe ajudado. Quanto aos atendimentos, ocorrem em consultório localizado em São Paulo, à Rua Barata Ribeiro, 237, cj. 121, muito próximo ao hospital Sírio-Libanês. O telefone para contato é o (11) 3214-3753. Mais detalhes você encontra no site oficial da clínica: http://www.glauciaduarte.com.br.
Atenciosamente,
Dra. Glaucia Duarte.
ADOREI A REPORTAGEM SOBRE TIROIDE EU TENHO HIPERTIROIDISMO E SE FALA POUCO SOBRE ISTO, SE POSSIVEL GOSTARIA DE UMA EXPLICAÇÃO DETALHADA SOBRE O QUE ELA PODE CAUSAR.
OBRIGADOOOOOOOO: ANA ILZA
Olá Ana Ilza,
Obrigada pela participação.
Sugiro pesquisar mais sobre o tema em sites como o da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Departamento de Tireóide (http://www.tireoide.org.br/) ou mesmo nos sites médicos – em inglês – Thyroid Disease Manager (http://www.thyroidmanager.org) ou National Graves’ Disease Foundation (http://www.ngdf.org), excelentes textos (embora técnicos, há outros links ou informações para pacientes).
Att.
Dra. Glaucia Duarte
Olá Dra. Glaucia, tenho 25 anos e um bebê de 18 meses, durante minha gestação fiz todos os exames hormonais de tireóide e não constaram alteração, mas anteriormente eu sabia que tinha Tireoidite de Hashimoto e hipertireoidismo. Então, meu bebê nasceu as pressas com 32 semanas de gestação foi uma correria horrivel que hoje é minha benção. Agora, desde o pós-parto faço os exames e estou com hipotireoidismo e aqui na minha cidade não tem Endócrino, estou sem medicação e quero saber das mudanças no meu corpo e se poderei ter outro filho.
Renata Medeiros Miranda,
Você já era portadora de tireoidite auto-imune antes de sua gestação, e pode ocorrer, nesta patologia uma fase de hipertiroidismo seguida de hipotireoidismo. Sabemos também que a tiroidite pós parto (TPP) ocorre em 5 a 9% das puérperas (mulheres que se encontram em período de pós-parto) em até 12 meses após o parto. É mais comum em mulheres com os anticorpos tiroidianos pré-existentes e que a persistência do hipotiroidismo pode ocorrer em 20 a 30% dos casos. Numa gestação posterior, há chance deste evento se repetir, principalmente nas mulheres já acometidas por episódio prévio de TPP. O hipotiroidismo deve ser seguido pelo seu médico e a reposição do hormônios tiroidianos prescrita, se houver necessidade, de acordo com os resultados dos exames laboratoriais. Controlado o hipotiroidismo, não há nenhuma contra indicação para outra gestação, mas deve incluir o acompanhamento de seu tratamento clínico.
Att.
Dra. Glaucia Duarte