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Archive for the ‘Geral’ Category

Obesos têm chance maior de apnéia durante o sono devido ao estresse oxidativo celular

 

Todos sabemos que acordar muito durante o sono, que deveria ser reparador, é prejudicial à qualidade de vida. Isto pode ser apnéia do sono. E, muitos estudos mostram, que obesos têm a maior propensão a apresentar distúrbios do sono como a hipopnéia e apnéia do sono.

A apnéia obstrutiva do sono (AOS) caracteriza-se por uma interrupção total do fluxo aéreo (parada da respiração) por mais de dez segundos. Já a hipopnéia é a interrupção parcial desta entrada de ar. A consequência disto é uma queda da saturação de oxigênio do sangue, levando ao despertar do indivíduo.

Trabalhos mostram mais de 5% da população ocidental sofrendo desse problema, mais comum em homens (4%) que em mulheres (2%) até a menopausa, quando os números se igualam.

A AOS, assim como a obesidade, está relacionada à ocorrência de doenças cardio-vasculares e suas morbidades (hipertensão arterial, resistência insulínica, dislipidemia) e o mecanismo de ação que une essas duas relaciona-se ao estresse oxidativo que atinge o endotélio (camada interna dos vasos sangüíneos), cuja função é mediar a inflamação, coagulação e manter a fluidez do sangue nos vasos por meio do controle de seu tônus vasomotor. Isso ocorre por conta da produção e liberação de substâncias vasoativas (por exemplo, óxido nítrico).

Condições como excesso de peso e AOS promovem alterações na liberação dessas substâncias vasoconstritoras e vasodilatatoras, causando a disfunção endotelial. O desequilíbrio propicia um aumento da produção de radicais livres e dos fatores inflamatórios, além de promover a elevação das catecolaminas na circulação sangüínea. Essas alterações bioquímicas também são comuns nos indivíduos infartados e/ou com derrame cerebral, entre outras alterações vasculares.

Como os radicais livres e o estresse oxidativo estão ligados ao envelhecimento, atacam o endotélio e estão presentes em várias condições clínicas graves, sendo assim tão adversos à saúde, a prevenção ainda é o melhor tratamento para garantir uma função endotelial mais adequada.

Trocando em miúdos, estar no peso adequado pode contribuir para um sono de qualidade e ainda prevenir riscos de algumas complicações cardio-metabólicas.

Boa noite!

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Homens têm correlação entre a dosagem de DHEAS e duração da vida

 

Nos humanos, assim como em outros primatas, a glândula adrenal produz a libera os hormônios precursores de esteróides, como dehidroepiandrosterona (DHEA) e seu sulfato (DHEAS) – que são transformados nos androgênios e estrogênios que o nosso organismo precisa.

O DHEAS é um hormônio que se relaciona com o sistema imunológico, memória, com efeitos anti-envelhecimento, respostas anti-diabética e anti-obesidade. Fisiológicamente, é maior nos homens do que nas mulheres, tendo seu pico máximo entre os 20 e os 30 anos, mas, infelizmente, apesar de todas as suas excelentes ações para a manutenção da saúde, o DHEAS diminui com a idade. Decresce em 20% de seu valor máximo aos 70 anos e, após os 85, em cerca de 95%.

Um estudo publicado, em setembro último, no Journal of the Geriatrics American Society acompanhou os níveis de DHEAS em um comunidade rural no Japão (396 homens e 544 mulheres) por 27 anos, confirmando haver uma relação inversa entre os níveis do hormônio no sangue e a idade para ambos os sexos, mais acentuada no grupo masculino.

O que este trabalho reafirma, embora outros já tenham se referido a esse dado anteriormente (alguns com resultados controversos), é que o hormônio poderia servir como marcador de duração de vida. Porém esses resultados só foram vistos para os homens e validados se houver acompanhamento das dosagens de DHEAS por um período superior a 15 anos.

Ainda não é tempo de sabermos quanto vamos viver, sem a considerar a ocorrência de incidentes externos, somente pelos meios científicos. O ideal, até conseguirmos um bom marcador, é garantir a boa saúde com hábitos saudáveis: alimentação de qualidade (e não quantidade!), prática regular de exercícios físicos e visitas periódicas ao seu clínico geral e, caso seja necessário, a profissionais médicos especialistas.

Vida longa a todos!

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Pesquisas mostram que mal-humorados têm mais chance de adoecer

 

Vivemos em um mundo onde, tenho a certeza, cada um de nós conhece alguém que parece sempre “urucado”. Sabe aquela pessoa negativa, até um pouco triste, ansiosa e que puxa todas as boas emoções e as joga no lixo? Ou pior: troca – sempre aflita – pelo seu mau humor?

Pois bem, para estas eu tenho novidades científicas, vindas de um texto muito bacana de Douglas Peternela, que fala que o nosso humor e estado de espítiro têm um peso muito grande não só no clima que criamos ao nosso redor no trabalho, em casa ou entre amigos, como também na nossa própria saúde.

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, coordenado por Howard Friedman, constatou que a presença de emoções negativas constantes associadas à ansiedade duplica a propensão a uma extensa variedade de doenças.

Outra pesquisa foi realizada pela Associação Americana de Psiquiatria com um grupo de indivíduos que havia passado por experiências negativas, por longo período de tempo, expostos a fortes e tristes emoções (mulheres que haviam sofrido abuso sexual e veteranos de guerra). 

Realizou-se, nestas pessoas, ressonância magnética cerebral, criando imagens tridimensionais do cérebro para estudo da área responsável pela memória, conhecida como hipocampo. Foi constatado que nos estudados esta área era significativamente menor quando comparada com outros indivíduos não expostos ao estresse.

A conclusão foi de que experiências vividas, marcantes ou constantes, podem alterar não só a bioquímica, mas a estrutura do cérebro. Mais especificamente: emoções negativas constantes afetam não só o funcionamento de seu cérebro, mas podem alterar até sua própria constituição.

Portanto, se nos pautarmos na idéia de cada pensamento ser um acontecimento bioquímico, se for negativo, tem efeito instantâneo em cada célula, gerando ansiedade, depressão, fadiga. Em contrapartida, se seus pensamentos são bons, se você decide adotar uma postura bem-humorada, otimista, seu corpo também responde, e o faz sentir-se bem mais saudável.

Por essas razões é que a forma com que doentes encaram sua moléstia tem tanta importância no seu processo de recuperação. A cura tem também um lado psicológico. A vontade de se curar é uma boa aliada.

Então, passe a reparar mais naqueles que sempre estão de bem com a vida. Que não se entregam frente às dificuldades e escolhem reverter a situação com trabalho, com boa fé.

Espelhe-se. Porque ficar o tempo todo mal-humorado ou triste pode deixá-lo doente. Tenha uma postura mais positiva para que você possa alcançar um estado mais pleno de serenidade, atento às oportunidades e aberto para o sucesso.

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Com o objetivo de manter os pacientes e as pessoas que necessitam de informações sobre endocrinologia, a Dra. Glaucia Duarte apresenta no blog desde novidades até artigos e informações a respeito desta especialidade médica.

Especializada no tratamento de desequíbrios de tireóide, ela trará para mais perto de seus leitores – antigos ou que estejam chegando agora – dados importantes para ajudar àqueles que precisam entender melhor o assunto e todas as suas vertentes, entre muitos outros.

Embora todas as informações tenham como base evidências e estudos  científicos não têm a intenção de substituir uma consulta médica, fazer diagnósticos ou indicar tratamentos.

Fiquem à vontade!

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