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Posts Tagged ‘estresse’

Problema distancia médicos de seus pacientes

 

É cada vez mais clara a barreira entre os profissionais da área da saúde e seus pacientes. Isso tem sido motivo de estudos na área de psicologia do estresse, que nomeou esta “evitação” intensa de burnout. Definição ligada aos comportamentos e sentimentos de uma pessoa que, ao longo do tempo, é exposta a situações de estresse emocional, não consegue lidar com o sofrimento alheio e não se desvencilha dele de forma adequada e positiva. A conseqüência disso é a distância entre o profissional da saúde (que se protege, para evitar seu próprio sofrimento) e seu paciente (que sente esse profissional cada vez mais indiferente ao seu sofrimento).

A instalação do burnout é progressiva, passa por fases e, muitas vezes, só é percebida quando já está bem manifesto. Inicialmente, há uma exaustão emocional, a pessoa sente-se sem energia, indisposta e indisponível para se sensibilizar com o problema do outro. A distância progride e evolui para uma “despersonalização” do paciente, que passa a ser o “objeto” a ser tratado, gerando um relacionamento de insensibilidade, baixa tolerância, resultando em procedimentos e atendimentos muito objetivos e rápidos. Por fim, o profissional sente-se cada vez mais desmotivado e com baixa auto-estima, culpando um trabalho que não lhe traz realizações – o que fica evidente quando se recebe reclamações de um paciente insatisfeito com o relacionamento entre ele e o profissional que lhe assiste.

Muito pouco se sabe e, ainda menos se divulga, sobre esse tipo de estresse – que pode ser tão comum em nosso meio. Desta forma, o que parece uma simples irritabilidade freqüente no trabalho, passa despercebido por todos nós.

O reconhecimento e o tratamento do burnout, segundo estudos e textos publicados pela fundadora do Centro Psicológico de Controle do Stress, Dra. Marilda Emmanuel Novaes Lipp, reata um vínculo saudável entre o profissional da saúde e o paciente, baseado em um atendimento mais humano e afetivo. Resultado? Saúde para todos!

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Pesquisas mostram que mal-humorados têm mais chance de adoecer

 

Vivemos em um mundo onde, tenho a certeza, cada um de nós conhece alguém que parece sempre “urucado”. Sabe aquela pessoa negativa, até um pouco triste, ansiosa e que puxa todas as boas emoções e as joga no lixo? Ou pior: troca – sempre aflita – pelo seu mau humor?

Pois bem, para estas eu tenho novidades científicas, vindas de um texto muito bacana de Douglas Peternela, que fala que o nosso humor e estado de espítiro têm um peso muito grande não só no clima que criamos ao nosso redor no trabalho, em casa ou entre amigos, como também na nossa própria saúde.

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, coordenado por Howard Friedman, constatou que a presença de emoções negativas constantes associadas à ansiedade duplica a propensão a uma extensa variedade de doenças.

Outra pesquisa foi realizada pela Associação Americana de Psiquiatria com um grupo de indivíduos que havia passado por experiências negativas, por longo período de tempo, expostos a fortes e tristes emoções (mulheres que haviam sofrido abuso sexual e veteranos de guerra). 

Realizou-se, nestas pessoas, ressonância magnética cerebral, criando imagens tridimensionais do cérebro para estudo da área responsável pela memória, conhecida como hipocampo. Foi constatado que nos estudados esta área era significativamente menor quando comparada com outros indivíduos não expostos ao estresse.

A conclusão foi de que experiências vividas, marcantes ou constantes, podem alterar não só a bioquímica, mas a estrutura do cérebro. Mais especificamente: emoções negativas constantes afetam não só o funcionamento de seu cérebro, mas podem alterar até sua própria constituição.

Portanto, se nos pautarmos na idéia de cada pensamento ser um acontecimento bioquímico, se for negativo, tem efeito instantâneo em cada célula, gerando ansiedade, depressão, fadiga. Em contrapartida, se seus pensamentos são bons, se você decide adotar uma postura bem-humorada, otimista, seu corpo também responde, e o faz sentir-se bem mais saudável.

Por essas razões é que a forma com que doentes encaram sua moléstia tem tanta importância no seu processo de recuperação. A cura tem também um lado psicológico. A vontade de se curar é uma boa aliada.

Então, passe a reparar mais naqueles que sempre estão de bem com a vida. Que não se entregam frente às dificuldades e escolhem reverter a situação com trabalho, com boa fé.

Espelhe-se. Porque ficar o tempo todo mal-humorado ou triste pode deixá-lo doente. Tenha uma postura mais positiva para que você possa alcançar um estado mais pleno de serenidade, atento às oportunidades e aberto para o sucesso.

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