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Estudos correlacionam efeito benéfico da obesidade na massa óssea

 

O  mundo sofre de obesidade e osteoporose, isso é fato. São doenças crônicas, que muitas vezes não apresentam sintomas, e com alto potencial de complicações cardiológicas, diabetes tipo 2 e fraturas.

Atualmente, muito se tem comentado sobre a associação entre massa adiposa (gordura) e massa óssea (ossos). Estudos australianos mostram que a obesidade e a osteoporose estão sob forte regulação gênica e esta associação mostra fatores ambientais atuando na mesma direção, tanto na massa óssea quanto na massa adiposa.

Trabalho de Silva e cols., publicado em setembro de 2008 na ABE&M, encontrou maior prevalência de osteoporose nas mulheres de peso normal quando comparadas àquelas com obesidade, pelo sistema de absorção de dupla energia de Rx (DXA), um outro exame de medida comparável com a densitometria mineral óssea (DMO). Isto mostrou que poderia haver um efeito benéfico da obesidade na massa óssea, o que foi  para algumas – que se encontram fora de seu peso e felizes… – uma desforra. Então, poderiam falar com base científica que a obesidade fortalece os ossos?

 

Há vários mecanismos propostos para explicar esse efeito. Um deles envolve a adaptação do esqueleto ao aumento da força mecânica induzida pelo maior peso corporal, uma produção maior dos hormônios estrogênicos pelos adipócitos com conseqüente redução da remodulação óssea, além da resistência insulínica e seu aumento, que é usual em indivíduos obesos.

 

Mas, nem tudo é tão simples… Estudos verificaram que a qualidade óssea é que determina a predisposição a fraturas e, de certa forma, este dado é independente da DMO. Sabemos disto porque indivíduos osteopênicos (aqueles que ainda não se tornaram osteoporóticos) também apresentam risco para fraturas e 40 a 50% das fraturas vertebrais acontecem ainda nesta fase. Então, magro ou gordo, apresentando osteopenia, mesmo sem a osteoporose instalada, há ossos que podem já estar fragilizados.

 

Como vêem, a relação científica entre obesidade e osteoporose está longe de ser definida. O efeito positivo entre o excesso de peso e a taxa de osteoporose menor é bem mais complexo do que parece, envolve mecanismos não tão conhecidos, mostrando que, neste exame – mesmo específico para a doença osteoporose – nem sempre a elevação da DMO significa ossos mais fortes.

 

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