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Estudo italiano mostra piora da função tiroidiana em gestantes que não tiveram boa suplementação de iodo

 

Mulheres que vivem em áreas com ingestão pobre em iodo deveriam utilizar sal iodado por, pelo menos, dois anos antes de engravidar, para prevenir falência tiroidiana durante a gestação e proteger o feto contra os efeitos adversos da deficiência de iodo no desenvolvimento cerebral.

Esta foi a conclusão de um estudo longitudinal prospectivo, conduzido na universidade de Messina (Itália) e publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, que verificou a função tiroidiana de 100 gestantes de uma área deficiente em iodo e que eram eutiroidianas (tinham função tiroidiana normal) entre as 6 e as 9 semanas de gestação. A maioria delas, 62 das mulheres, tinha o hábito de consumir sal iodado e o fizeram por, no mínimo, dois anos antes da gestação. Já as outras 38 não utilizavam sal iodado antes da gestação.

De acordo com o autor e coordenador da pesquisa, Dr. Francesco Vermiglio, a taxa de falência tiroidiana das mães que usaram o sal iodado por pouco tempo for quase seis vezes maior se comparada à das mães que já faziam uso do sal iodado previamente (38,8% vs. 6,4%).

Outra observação, feita pelos pesquisadores, foi que os níveis de tireoglobulina, T3 e T4 totais eram menores em mulheres que usaram o sal iodado antes de engravidar (quando comparados aos das que iniciaram durante a gestação) e que a média de T4 livre foi consistentemente mais alta e dentro da variação normal para os específicos trimestres, na maioria dos casos. Isso resultou em uma prevalência muito baixa de falência tiroidiana materna durante a gestação, cuja manifestação foi a hipotiroxemia (baixa concentração de hormônios tiroidianos) isolada que ocorreu, quase que exclusivamente, no final da gestação. Mesmo a hipotiroxemia materna leve pode interferir no desenvolvimento mental fetal.

Mesmo a mulher usando o sal iodado por anos, pode ainda não ser suficiente para manter o nível de iodo necessário durante a gestação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível adequado de ingestão diária nos períodos de gestação e lactação é de 250 mcg. A suplementação de um polivitamínico pré-natal contendo quantidades adequadas de iodo deve ser fortemente encorajada especialmente para as mulheres (grávidas ou que pretendem engravidar) de regiões limítrofes ou deficientes na nutrição de iodo.

 

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