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Posts Tagged ‘Transtornos alimentares’

Você, em sua melhor versão

Nunca levei tão a sério a máxima de Nietzsche “Torna-te aquilo que és!” como após tratar de gente que se vê triste e isolada por não se reconhecer autêntica em sua própria imagem corporal. Realmente é triste.

Com o meu trabalho, mais e mais percebo uma sociedade que impõe a estética [impossível] de uma “beleza magra”, excluindo do seu meio qualquer padrão que não esteja pré determinado, o que favorece sentimentos de desprezo e menos valia em relação a este próprio corpo, agora um desconhecido.

Em 2003, a enfermeira Carolina Zottis, sob orientação da Dra Liliana Maria Labronici, escreveu a monografia: “O Corpo Obeso e a Percepção de Si” e constatou que haviam vários mecanismos de defesa, incluindo a negação do corpo e o isolamento como comportamentos freqüentes e associados à baixa auto estima nos obesos. Mesmo sendo mecanismos relativamente inconscientes, envolvem um grau de autodecepção e alteração da realidade, são respostas mal adaptadas ao estresse e que têm como significado a insatisfação consigo mesmo.

Nas pessoas que sofrem de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, os artigos de Saikali e cols.[2004] e Timerman e cols.[2010] publicados na Revista de Psiquiatria Clínica, mostraram um controle patológico do peso ou uma supervalorização da forma corporal: o medo inexplicável de ganhar qualquer grama levando a críticas muito severas, comparações injustas sobre sua aparência e crença de que outros que as cercam possam pensar exatamente como elas em relação ao seu corpo. Estudos e opiniões de especialistas descrevem que as inseguranças pessoais, a busca por aprovação e a dinâmica familiar mantém este quadro.

Nos exemplos dos obesos ou daqueles com transtornos alimentares o ideal está em priorizar o acompanhamento clínico com uma equipe multidisciplinar dedicada a identificar e cuidar do sintoma que se manifesta como “distorção da imagem corporal”.

Mas, nem sempre somos cercados por extremos.  E quando queremos rever ou reaver nossa imagem corporal?

Muitas mudanças internas são acompanhadas de uma imensa vontade de mostrar-se pleno de alguém que sempre esteve em você, mas não havia chance para se apresentar da forma como verdadeiramente se constitui.

Embora aja toda uma pressão da mídia para sermos quem não conseguimos ser, há profissionais que trabalham para que cada indivíduo possa se [re]conhecer na sua individualidade.  São aqueles que estimulam seus pacientes a se perceberem – em sua totalidade – além do peso.  Aqueles que parabenizam todas as conquistas, não poupam explicações que deixem seus “pupilos” esclarecidos e prontos para seguir seus próprios caminhos com o corpo que lhe dê alegria e satisfação.

Para os que não sabiam também existe um curso no SENAC [Consultoria de Imagem] e gente muito antenada [como o pessoal do Studio Immagine] que acredita que a imagem reflete valores, objetivos e comunica – através da apresentação do corpo – uma mensagem conectada com seu o interior.  Afinal, como disse a professora e consultora Luciana Ulrich, membro da Associação Internacional de Consultores de Imagem e que dá muitas dicas em seu blog:  “Porque todos têm, sim, sua melhor versão”.

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Falta de gordura também causa baixa auto-estima e pode estar ligada a problemas de ordem emocional 

 

Temos sempre o hábito de falarmos em peso e lembrarmos da obesidade e suas conseqüências. De fato, a obesidade tornou-se uma epidemia neste nosso mundo de comida rápida, gordurosa, e pessoas sem motivação para se exercitar regularmente. Mas, com o perdão do trocadilho, há o outro lado da balança! Assim como as pessoas obesas lutam para emagrecer, muitas pessoas magras desejam ganhar quilos a mais.

Sentir-se muito leve culmina com a vergonha de expor o corpo. Isso faz com que os magros procurem o médico e recorram a tratamentos para engordar por não se sentir adequados ao seu próprio corpo e até expressar inibições sexuais ou ser vítimas de preconceito. Esconder-se em roupas “estratégicas”, apertar todas as calças na costureira e até colocar enchimentos podem ser medidas extremas para aqueles que necessitam da “sustância”, tão procurada pelos “desprovidos de gordura”. Ser magro, neste ponto-de-vista, é um problema que pode gerar baixa auto-estima.

O tratamento baseia-se em determinar inicialmente se a pessoa é de constituição magra ou emagreceu involuntariamente.  O emagrecimento sem causa aparente deve ser investigado e pode ocorrer por alguma doença que ainda não tenha se manifestado completamente.

Diabetes, hipertiroidismo e doenças infecciosas  – como AIDS e tuberculose, câncer, insuficiência renal ou hepática são problemas que levam à perda de peso. Porém, hoje em dia, muitos especialistas consideram possível a causa estar ligada a distúrbios emocionais.

Nestes casos, a dieta hipercalórica e hiperproteica é a indicada no tratamento, com várias pequenas porções ao longo do dia. Sim, é a mesma dinâmica de quem quer emagrecer! Comer bem e saudavelmente é prática difícil de ser seguida tanto por obesos quanto por magros. Mas estes últimos têm um agravante: comem para saciar a fome, não por gula, e compensam os problemas emocionais não comendo.

Então, não seria tão complexo: comer muitos alimentos, incluindo proteínas, em pequenas porções, várias vezes ao dia e pronto! Mas não é bem assim. O cardápio não contém doces ou pratos gordurosos e o aumento da ingestão é baseada em carnes magras e carboidratos complexos (massas, arroz, cereais – integrais de preferência) de absorção mais lenta pelo organismo.

Os medicamentos para aumentar o apetite (orexígenos) geralmente não são utilizados no tratamento. O ideal é que os novos hábitos  alimentares sejam adquiridos, mas as suplementações com polivitamínicos e/ou minerais podem ser artifícios auxiliares, após a avaliação detalhada de um especialista.

Não é só comer o que é certo! É preciso ingerir proteínas e carboidratos para formar músculos, o que significa aumentar o peso de forma saudável, ganhando massa magra (músculos) em detrimento à massa gorda. Além disso, há sempre a máxima e verdadeira: “músculos pesam mais que gordura”! Por isso, para o aumento da massa muscular é necessária a prática de exercícios de força, sempre orientados por um profissional da área.  A musculação, que exercita grupos musculares localizados, quando realizada regularmente e em conjunto com uma dieta balanceada garantem o sucesso dos quilos a mais.

Pense em dispensar dos ombros este peso que é ser magro. Inicie com atitudes motivadoras:

  • Não pule os horários das refeições. Faça, inclusive, os lanches intermediários durante o dia, caso tenham sido programados, evitando ficar longos períodos sem alimentar-se;
  • Tente não cair em tentação de ficar “beliscando” fora do programado. Você pode não conseguir alimentar-se adequadamente na refeição posterior;
  • Coma as porções adequadas e permitidas, devagar, mastigando bem os alimentos;
  • Procure realizar suas refeições em locais tranqüilos e agradáveis;
  • Evite guloseimas, doces recheados ou alimentos muito gordurosos, tentando assimilar o conceito da comida saudável para “formar músculos”;
  • Faça da sua reeducação alimentar e da atividade física momentos de prazer e descoberta pessoal;
  • Entenda-se da melhor maneira com seu corpo: dê um tempo para que as mudanças ocorram e participe delas!

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